O poder da Negociação no combate à Escravidão Moderna 28 - Julho - 2009
Posted by leomateus in Empresas.trackback
Olá pessoal! Este post trata de um assunto comum em qualquer empresa. Você já parou pra pensar se a sua empresa se preocupa com você? Com o seu bem-estar? Ou ainda se ela reconhece o seu esforço em adquirir resultados para os seus diretores, sócios ou acionistas? Pois se você, neste intervalo curto de 3 perguntas, não conseguiu pensar em nenhum SIM, você não é o único. Na verdade você faz parte da grande maioria das pessoas que se sentem desta maneira, esquecidos, explorados.
Não é estranho pensar que, em tempos de evolução de pessoas e de tecnologias, o período de escravidão ainda persista nas empresas. O que muda é somente a forma de escravizar. As pessoas hoje buscam melhores condições de vida, um bem-estar social, estabilidades financeiras e para isso, elas investem na própria empresa na expectativa de obter um retorno mais rápido dos seus objetivos, às vezes até se distanciando da própria família. O problema é que as empresas não estão sabendo aproveitar esta gana, vontade de ajudar, de colaborar, do benefício mútuo. Ao invés disso, elas preferem comercializar estes interesses, como forma de adquirir vantagens, em prol de seus interesses.
Nenhuma empresa se preocupará com seus colaboradores senão houver nenhum retorno financeiro ou algo que seja de interesse dela.
Diante deste panorama, é possível traçar uma linha de comportamento. Atualmente, o que se vê nas empresas é aquela velha história: “É assim que é, eu mando e você obedece. Se não concordar, pode sair porquê existe uma fila atrás de você..”. O colaborador (também conhecido erroneamente como funcionário ou empregado) se vê acuado, e desarmado, restando apenas permanecer onde está, e pior, do jeito que está. Neste momento as expectativas do colaborador se reduzem a aproximadamente 0%, e então ele começa a procurar silenciosamente uma outra oportunidade, que seja melhor que atual. O que ele não sabe é que, seja pra onde ele for, será da mesma maneira. Eu estou falando de uma pandemia comportamental por parte de todas as empresas capitalistas que operam neste novo modelo de mercado. Nenhuma empresa se preocupará com seus colaboradores senão houver nenhum retorno financeiro ou algo que seja de interesse dela.
Portanto pensar em mudar este cenário, querendo ou não, é a única forma de evoluir. Não se pode ter evolução em uma equipe quando existe um ‘Senhor’ ditando ordens e regras, ao passo que os colaboradores, reféns de si mesmos, acatam simplesmente, sem esperar nenhum benefício que o incentive a fazer mais do que lhe foi ordenado. As empresas às vezes esquecem que os colaboradores podem fazer muito mais do que o esperado, e que podem superar expectativas facilmente, mas não o fará apenas para agradar o chefe. Taí o ponto-chave desta discussão!! Definir valores, as chamadas Moedas de Troca, na qual o cenário se convergiria para este exemplo: “Olha, eu posso fazer este serviço desta maneira como me pede, mas poderia fazer muito melhor. Só queria que me liberasse mais cedo na sexta..”. Se você prestar bastante atenção, poderá responder à pergunta: Neste caso, quem sairá perdendo? E a resposta é que não existe perdedor nesta história. Ambos ganham vantagens que incentivam em ir adiante.
As empresas às vezes esquecem que os colaboradores podem fazer muito mais do que o esperado, e que podem superar expectativas facilmente, mas não o fará apenas para agradar o chefe.
As vezes a moeda de troca parece ser tão insignificante para a empresa, mas para o colaborador representa um valor de grande importância, proporcionando satisfação do trabalho em equipe. Dentre algumas moedas de troca de interesse da empresa, citam-se Prazos, Retornos sobre Investimento, Qualidade, Custo-Benefício, entre outros. Já para o colaborador, vale uma Promoção, Treinamentos, Prêmios, e mesmo que não pareça, mas uma folga na semana ou até mesmo a dispensa de uniforme em finais de semana já tem grande força de incentivo.
Mas também é preciso ter cautela e não deixar que os valores sobreponham as obrigações. Então a negociação se faz necessária neste momento, onde a discussão se trata de interesses coletivos e particulares. A negociação tem o poder de ajustar os perfis dos negociadores, estabelecendo claramente os interesses das duas partes. E é sempre bom lembrar que o objetivo da negociação é chegar a um consenso, onde ambas as partes saiam satisfeitas com o acordo. “Negociar não é guerrear. Nem sempre, no entanto, as negociações são simples e têm desfechos rápidos. Muitas são complexas, arriscadas, nervosas e exigem muito mais que habilidades medianas. A negociação efetiva, na minha opinião, é: 10% técnica e 90% atitude”, diz G. Richard Shell, diretor de negociação executiva autor do livro Negociar É Preciso (Negócio Editora).
É sempre bom lembrar que o objetivo da negociação é chegar a um consenso, onde ambas as partes saiam satisfeitas com o acordo. Negociar não é guerrear.
Concluindo o pensamento, acredito que esta é umas das soluções para o problema da ditadura empresarial, seja de funcionário para setor, de setor para diretor, ou mesmo de diretor para sócios e acionistas. A negociação é livre e basta atitude. Então convido vocês a pensar nesta idéia, e enxergá-la como um recurso de incentivo pessoal e profissional. E se quiserem deixar uma mensagem de apoio ou de protesto (rsrs), sintam-se à vontade! Grande Abraço!!!

Pois bem Léo, como nunca postei um comentário neste seu blog, aqui vai meu primeiro. Adianto já que todas as minhas colocações refletem minha opnião sobre o setor de TI.
(1) “É assim que é, eu mando e você obedece. Se não concordar, pode sair porquê existe uma fila atrás de você..”
Bem, acredito que quem pensa dessa forma, é porque, por algum motivo, deve ter medo de ser despedido. E eu acho isso ridículo. Bom profissional não se acha. Bom profissional é garimpado, disputado por empresas que tem condição de pagar bem pela mão-de-obra qualificada do mesmo.
Para aqueles que possam discordar, um bom exemplo que posso citar é o grande aumento da quantidade de vagas oferecidas em programas de Trainee por grandes empresas. São investimentos caros em programas longos, para conseguir formar uma mão-de-obra que satisfaça as necessidades da empresa.
E quanto a essa colocação:
(2)”Nenhuma empresa se preocupará com seus colaboradores senão houver nenhum retorno financeiro ou algo que seja de interesse dela.”
eu a considero absolutamente verdadeira e racional. Para exemplificar, mentalize uma mudança de contexto: Você sai de manha para comprar pão, e existem duas padarias: uma é metade do preço da outra. Você nao vai se preocupar em saber dos problemas econômicos/sociais/familiares da vida do dono da padaria que possui o pãozinho mais caro. Você irá comprar na padaria mais barata. Você irá prezar pelo SEU interesse econômico, a não seu é claro que haja “…algo que seja de interesse…” seu (qualidade, conforto, ou até mesmo amizade com o dono). Mas sempre dependerá do interesse SEU, e do seu conhecimento sobre o que pode ser mais vantajoso para VOCÊ. Não faz sentido a empresa se preocupar com um “Colaborador” que não contribui para o sucesso da mesma. A relação Empresa X Colaborador deve existir de forma que ambos possam obter benefícios com a mesma. Se apenas um lado da relação esta sendo privilegiado, possivelmente esta relação não será muito duradoura.
Por fim, apesar de ter uma opnião divergente de algumas colocações, eu apoio a afirmação da necessidade de negociação de interesse entre empregadores e empregados. E não somente negociação de vantagens para mim ou para você. O diálogo em qualquer esfera é sempre benéfico para um ambiente colaborativo. Mas acho absurdo ter que negociar entre fazer uma tarefa designada a você, e fazer a mesma da melhor forma que está ao seu alcance, visando alguma vantagem pessoal com o seu chefe. Talves quem pense assim, realmente seja o tipo de profissional que tenha que se preocupar com a frase anterior(1).