Não se pode ignorar os usuários de IE 6, e ponto final! 1 - Abril - 2009
Posted by leomateus in Browers, Padrões Web.trackback

Olá pessoal, tudo massa?!
Então.., não aguentei ficar calado e resolvi postar a minha opinião sobre um assunto bastante polêmico no mundo do desenvolvimento web: o IE6 e suas peculiaridades. Este navegador foi utilizado por um longo tempo, na era da bolha, por muitos usuários Windows. O fato é que os padrões Web ainda estavam sendo projetados e desenhados pelo WASP e pela W3C quando este browser estava sendo desenvolvido. Portanto o IE6 tem suas particularidades no que se diz respeito aos padrões Web. E isso causa bastante revolta nos desenvolvedores, que passaram a adotar os padrões Web como metodologia universal (o que é correto). Depois vieram o Firefox, O IE7, depois o IE8, e assim por diante. Estes últimos já passaram a incorporar os padrões Web e não tiveram tantos problemas quanto o IE6.
Só que, por volta de 2003, houve um pessoal que juntou-se ao movimento W3C e passou a apoiar a acessibilidade dos usuários indiferentemente de suas deficiências e tecnologias. O pessoal do Tableless fizeram uma divulgação excelente dos padrões. Na época, eles foram o meu referencial no que dizia respeito à acessibilidade e WebStandards. Mas no início deste ano, eles contrariaram seus próprios princípios e decidiram abandonar o suporte ao IE6. Nesta mesma época surgiram campanhas para abolirem de vez com este navegador. Realmente, na minha opinião, este navegador traz grandes dores de cabeça para quem desenvolve nos padrões devido ao fato de terem que implementar ‘exceções’ para que o site funcione ou não distorça. E até concordo com estas campanhas, pois não fazem mal, e tem por objetivo evoluir as tecnologias. Mas acho também que ignorá-los completamente repassa uma certa ignorância profissional.
Vejam o meu caso. E ele é bastante exemplar para a questão aqui tratada. No início desta semana precisei conferir os acessos no Analytics deste site (www.santoagostinho.edu.br) que administro e verifiquei a seguinte situação:
- 88,16% dos acessos veem do IE
- 10,17% dos acessos veem do Firefox
- 2% dos acessos veem do Chrome
- Em seguida vem Opera, Safari e outros
Dos acessos do IE, 68% são do IE 6. Sessenta e oito por cento! Sobraram aproximadamente vinte e poucos por cento para o IE7 e um restinho para o IE8.
Vejam só. No meu caso eu não posso NUNCA (eu disse NUNCA!) ignorar estes usuários. São quase todos!! (desculpe o exagero, rs), mas são a grande grande maioria mesmo. Uma campanha anti IE6 é muita bem vinda pra mudar este cenário. Mas cá pra nós, não ia adiantar muito, pois se houvesse 1 único usuário acessando com IE6 eu deveria considerá-lo.
Eu penso da seguinte maneira, não se pode ignorar estes usuários. Muitos deles não fazem a mínima idéia do estamos discutindo aqui neste post. Se querem saber a verdade, eu já ouvi de um usuário leigo a seguinte frase: “Ah não!! Deixa a ‘internet normal‘ mesmo. O amarelinho é muito difícil!”. Ele se referia ao ícone do IE6 na área de trabalho quando eu substituí pelo do Firefox. O engraçado é que ele disse este termo ‘internet normal’. Vocês sabem o que isto quer dizer? Que o povão aprendeu que o ícone do IE6 significa simplesmente INTERNET. Não fazem a mínima idéia do que quer dizer a palavra Navegador, Browser e muito menos Padrões Web.
Então é isso pessoal. Sou a favor da revolucao (ala Revolucao.etc), e dou um conselho pro pessoal do Tableless para que eles continuem postando artigos legais como os últimos sobre Seletores, mas que eles deixem claro que alguns não funcionem no IE6, ou que funcinem. É para não causar frustrações para os leitores, como vêm acontecendo. Não me levem a mal pela opinião, mas gosto muito do pessoal. Valeu Diego!!
Parabéns!!!
Muito bem colocada a sua opinião.
É isto aí.
Quando iniciei com web, haviam só os navegadores IE e o Netscape.
Todos usavam, barras de rolagem coloridas, transições entre páginas, filtros de opacidade e degradees automáticos. Ótimos efeitos. Tudo isto só funcionava no IE. E até hoje não são propriedades CSS válidas.
O “vilão” era o Netscape. Diziam que “nada funcionava nele”. A maioria dos desenvolvedores nem sabia da existência do Netscape ou simplesmente o ignoravam, porque os sites se desmontavam nele. Ele não aceitava qualquer javascript mal escrito e reclamava de células de tabela em branco. O CSS tinha que ser mais detalhado…
Mas os Mozillas sempre carregaram muuuito mais rápido e sempre foram mais estáveis e seguros.
Agora o IE virou o vilão? Ele sempre foi!
Quando o Firefox chegou, a maioria dos sites não funcionava nele. Tinha até um botão para informar “este site não funciona no FF”.
Até um simples javascript para abrir uma popup era escrito só para o IE.
Todos tiveram que aprender a programar da forma correta e abandonar os efeitos específicos para IE.
Agora se faz sites para o Firefox e é o IE que “desmonta” tudo.
Eu não uso mais o IE pra navegar, faz tempo… Mas não tive nenhum cliente até hoje que não o use. Afinal ele faz parte do sistema operacional e é necessário para o Windows funcionar…
A maioria tem XP pirata e tem medo de atualizar o navegador e ele deixar de funcionar…
Eu adoro as propriedades -moz, mas não posso usá-las, assim como os filters e transições do IE, CSS aural(sons), para o Opera.
É assim mesmo…
É isso aí Leonardo, as pessoas parecem não se importar mais com as pessoas por causa do navegador que elas usam. Eles não percebem que isso é justamente o que as pessoas de entidades como o W3C lutam arduamente CONTRA. O acesso à informação deve ser universal, e não seletivo como essas pessoas estão pregando.
Abraços
Nossa, tá meio feio esse meu comentário, me desculpe é o sono, hehe. Mas acho que deu pra pegar a idéia né?
No meu blog o firefox está com 46% … estranho não ?
Desculpa,
Achei muito ruim seu artigo.
Defender o IE⁶ ??
Você é ultrapassado… assim como todo site desenvolvido apenas para IE.
É típico de um usuário comum, que nunca programou ou fez um site na vida.
compreende?
“Revolucionario”, respeito a opinião de todos, inclusive a sua. Mas não se trata de defender o IE6 como você disse. Inclusive eu deixei bem claro no post que não sou contra campanhas nem mesmo a evolução dos browsers, mas chega a um ponto em que eu como desenvolvedor não consigo ter controle sobre o que os meus usuários usam. Então eu não posso simplesmente ignorá-los, pois isso seria uma tremenda ignorância, compreende?
Sobre o blog do Edu, seria necessário mensurar qual o público está acessando. Pelo índice de acesso pelo FF, que por sinal está muito bom, provavelmente o tema do blog é sobre tecnologia não? Porque aí sim o seu público seria de desenvolvedores e profissionais da área. E este público indiscutivelmente prefere o firefox (eu estou neste grupo!). Mas no meu caso, o meu público é variado e inclui acadêmicos de Serviço Social, Direito dentre outras área que tem muito pouca afinidade com tecnologia, se é que tem? Você me entende?
Mas é muito bom ver opiniões diversas… Já era esperado. O que vale é a discussão!! Grande abraço a vocês.. Vlws!!