Estamos nas Nuvens? 16 - Junho - 2009
Posted by leomateus in tecnologia.add a comment

Já há algum tempo esse jargão apareceu roubando a cena da internet atual. “Computação nas nuvens, tudo nas nuvens, esse é o futuro!”. Ahãm. Mas e aí, o que significa mesmo este termo “nuvens”?
Bem, na verdade, atualmente o termo é empregado em menos de 10% do seu verdadeiro potencial. Dizer que algo está “nas nuvens” significa dizer que o acesso à esta informação estará acessível todo tempo na internet. Aí você me pergunta: Mas isso a internet já não faz? E eu digo sim, mas vai muito mais além de informações como documentos, fotos e vídeos. Na verdade envolve recursos físicos tais como armazenamento, processamento, e o compartilhamento destes recursos. Além disso, há também o compartilhamento de recursos de softwares, desde os mais específicos do tipo players de musicas/vídeos, processadores de textos e planilhas até outras mais robustas como por exemplo um banco de dados e porque não, um sistema operacional.
Devido ao termo “nuvens” ter sido recentemente divulgado, há muitos boatos de sistemas em nuvens, mas que não passa um simples softwares para web camuflado, como é o caso deste sistema operacional. Na verdade poderia ser classificado como qualquer outro tipo de software para web, menos sistema operacional. Pra começar, você precisa ter um verdadeiro sistema operacional para poder acessá-lo. Além disso, não há interfaceamento com recursos físicos do pc, e isso é a essência de um Sistema Operacional. Mas reconheço o design e o trabalho do pessoal que o desenvolveu, que por sinal foi muito bom.
Agora viaje comigo: em um futuro breve, onde nossos computadores fossem apenas um LCD, teclado, mouse ou touch e apenas uma caixinha preta contendo um processador de celular e um cartão de memória, sendo necessário o bastante para você poder acessar todos os seus documentos e renderizar seus vídeos preferidos, além de estar em contato com todos os seus amigos de maneira quase instantânea, isto tudo depois de ter feito um boot do sistema operacional pela internet… Se pensarmos mais um pouco chegaríamos mais longe, sem dúvida.
Daqui há um tempo a Internet não terá mais esse nome. Já existe um nome para a Internet do futuro: The Grid, idealizado pelo CERN (European Organization for Nuclear Research), o mesmo criador da Internet. Será um único Cluster que se encarregará de todo o processamento e armazenamento distribuído. Isto iniciará uma nova era no mundo da tecnologia, a colaboratividade das máquinas, uma ajudando a outra a desempenhar uma tarefa. Isso sem tocar na área da Inteligência Artificial, que certamente estará bastante desenvolvida neste tempo.
Seja mais uma Buzzworld ou seja mesmo verdade, a computação em nuvens é uma tendência que tem a proposta de elevar todo ‘pensamento’ ao ar, literalmente, além de abrir possibilidades a diversos ramos da tecnologia. Haverá uma convergência entre o modelo antigo (desktop – hard & soft) para o modelo novo, e isso ainda demorará um pouco para acontecer. Mas vai acontecer e isso é certo.
De tempos em tempos a tecnologia vem se reinventando, evoluindo em cima das próprias tecnologias tornando um círculo vicioso não repetitivo, sempre inovando em algum aspecto. E então muitos se perguntam: Onde isso tudo vai parar? Pois bem, eu tenho uma resposta para esta pergunta: Simplesmente não vai parar… Abraço a todos!!
Veja o vídeo The Grid, Next Internet Generation do CERN:
Não se pode ignorar os usuários de IE 6, e ponto final! 1 - Abril - 2009
Posted by leomateus in Browers, Padrões Web.1 comment so far

Olá pessoal, tudo massa?!
Então.., não aguentei ficar calado e resolvi postar a minha opinião sobre um assunto bastante polêmico no mundo do desenvolvimento web: o IE6 e suas peculiaridades. Este navegador foi utilizado por um longo tempo, na era da bolha, por muitos usuários Windows. O fato é que os padrões Web ainda estavam sendo projetados e desenhados pelo WASP e pela W3C quando este browser estava sendo desenvolvido. Portanto o IE6 tem suas particularidades no que se diz respeito aos padrões Web. E isso causa bastante revolta nos desenvolvedores, que passaram a adotar os padrões Web como metodologia universal (o que é correto). Depois vieram o Firefox, O IE7, depois o IE8, e assim por diante. Estes últimos já passaram a incorporar os padrões Web e não tiveram tantos problemas quanto o IE6.
Só que, por volta de 2003, houve um pessoal que juntou-se ao movimento W3C e passou a apoiar a acessibilidade dos usuários indiferentemente de suas deficiências e tecnologias. O pessoal do Tableless fizeram uma divulgação excelente dos padrões. Na época, eles foram o meu referencial no que dizia respeito à acessibilidade e WebStandards. Mas no início deste ano, eles contrariaram seus próprios princípios e decidiram abandonar o suporte ao IE6. Nesta mesma época surgiram campanhas para abolirem de vez com este navegador. Realmente, na minha opinião, este navegador traz grandes dores de cabeça para quem desenvolve nos padrões devido ao fato de terem que implementar ‘exceções’ para que o site funcione ou não distorça. E até concordo com estas campanhas, pois não fazem mal, e tem por objetivo evoluir as tecnologias. Mas acho também que ignorá-los completamente repassa uma certa ignorância profissional.
Vejam o meu caso. E ele é bastante exemplar para a questão aqui tratada. No início desta semana precisei conferir os acessos no Analytics deste site (www.santoagostinho.edu.br) que administro e verifiquei a seguinte situação:
- 88,16% dos acessos veem do IE
- 10,17% dos acessos veem do Firefox
- 2% dos acessos veem do Chrome
- Em seguida vem Opera, Safari e outros
Dos acessos do IE, 68% são do IE 6. Sessenta e oito por cento! Sobraram aproximadamente vinte e poucos por cento para o IE7 e um restinho para o IE8.
Vejam só. No meu caso eu não posso NUNCA (eu disse NUNCA!) ignorar estes usuários. São quase todos!! (desculpe o exagero, rs), mas são a grande grande maioria mesmo. Uma campanha anti IE6 é muita bem vinda pra mudar este cenário. Mas cá pra nós, não ia adiantar muito, pois se houvesse 1 único usuário acessando com IE6 eu deveria considerá-lo.
Eu penso da seguinte maneira, não se pode ignorar estes usuários. Muitos deles não fazem a mínima idéia do estamos discutindo aqui neste post. Se querem saber a verdade, eu já ouvi de um usuário leigo a seguinte frase: “Ah não!! Deixa a ‘internet normal‘ mesmo. O amarelinho é muito difícil!”. Ele se referia ao ícone do IE6 na área de trabalho quando eu substituí pelo do Firefox. O engraçado é que ele disse este termo ‘internet normal’. Vocês sabem o que isto quer dizer? Que o povão aprendeu que o ícone do IE6 significa simplesmente INTERNET. Não fazem a mínima idéia do que quer dizer a palavra Navegador, Browser e muito menos Padrões Web.
Então é isso pessoal. Sou a favor da revolucao (ala Revolucao.etc), e dou um conselho pro pessoal do Tableless para que eles continuem postando artigos legais como os últimos sobre Seletores, mas que eles deixem claro que alguns não funcionem no IE6, ou que funcinem. É para não causar frustrações para os leitores, como vêm acontecendo. Não me levem a mal pela opinião, mas gosto muito do pessoal. Valeu Diego!!
Um pouco de atenção para mim, por favor! 30 - Janeiro - 2009
Posted by leomateus in Usabilidade.1 comment so far

Este é mais um daqueles posts que eu mais gosto de escrever, críticos. E mais uma vez toca no Usuário como centro das atenções. Já me disseram uma vez que mulheres consideram a ‘Atenção’ como requisito primordial e essencial para um relacionamento. Na verdade o que ela quer mesmo é se sentir existente, presente, participante e até mesmo atuante. Pois bem, na minha modesta opinião não são só as mulheres que pensam assim. Isso é coisa do ser Humano. Todos pensam assim.
E não é diferente com os usuário que acessam os nossos Sites, os nossos Sistemas ou Portais. Apesar de todos receberem o mesmo tratamento, seja de recepção ou de agradecimento, o sentimento singular deve prevalecer. É quase como enviar uma mala-direta para um cliente em época de final de ano e no cabeçalho escrever “Desejo a vocês um feliz Natal…blá…blá ..”. Vocês?? Mas a carta não é para somente uma pessoa? Pois acreditem, eu já vi isso acontecer. E o pior, depois que fiz esta observação, o responsável disse: “Ah, é só uma carta, o principal é o conteúdo.” Até concordei com ele, mas alertei: o conteúdo foi mas o sentimento não. E isso fez muita diferença.
De fato o usuário precisa sentir que ele está recebendo atenção, mesmo que seja de um sistema. E aí que nós Analistas, Designers e Programadores precisamos valorizar os inputs e mensagens de alertas. A interação deve seguir o princípios básicos de respeito e gratidão para com o usuário. Nada de mensagens automáticas do tipo “Valor não permitido!” ou até mesmo esta “Registro deletado com sucesso!” (sinceramente, essa é a pior!). Personalize-as. Você pode, por que não fazer?!
Outro ponto-chave é a segurança. Não adiante dar atenção se não der segurança. Como eu já disse em outro post, os usuários têem medo de clicar por não saber pra onde o site vai mandá-lo. Se o motivo é este (não saber pra onde irá), avise-o antes. Use a tag <title> ou mesmo um fly-div e use uma mensagem simples do tipo “Após clicar, você pode voltar a qualquer momento para corrigir os seus dados.“, já que no botão só há “Confirmar Inscrição“. Simples né?
Assim como uma pessoa precisa comer, computadores precisam de dados. E por que não cuidar bem dos nossos inputs e alerts. Quando o sistema apresenta sinais de inteligência durante a interação com o usuário, ele se sente mais à vontade pra interagir confiando no próprio sistema todas as vezes em que for usar. O resto fica por conta da usabilidade. Um bom layout juntamente com o bom funcionamento do sistema garante o seu sucesso. Daí sim dá pra se ter um retorno sobre a qualidade do seu produto.
A propósito, sobre a mala-direta, no ano seguinte alguns clientes retornaram ao escritório para agradecer, pois eles tinham recebido uma carta personalizada de Feliz Natal e Ano Novo. Um pouco de atenção por favor, o usuário agradece. :D
Joomla 1.5 22 - Janeiro - 2009
Posted by leomateus in Joomla.add a comment

Olá pessoal! Conforme prometido, posto aqui um material sobre o Joomla, em sua versão 1.5. Estive estudando este Framework CMS há um tempo atrás e fui me surpreendendo ao passo que descobria seus recursos. Este post não é um tutorial, é apenas uma descrição da ferramenta e de seus recursos que podem vir a ser uma mão na roda, na hora de implementar um site ou um Portal, como foi o meu caso. Então vamos lá.
A história desse Framework aconteceu após o abondono do antigo projeto Open Source chamado Mambo. A empresa criadora do Mambo se desentendeu com os desenvolvedores sobre aspectos do próprio Open Source, então a própria comunidade decidiu continuar o projeto renomeando para Joomla, do idioma Swahili, cuja a pronúncia é ‘Jumla’ e significa ‘todos juntos’.
Bem, no momento em que escrevo, a versão mais recente é a 1.5.9. Faça o download desta versão aqui. Na sua instalação é possível configurar o usuário master, a base de dados e outros ajustes como a pasta root, endereços FTP entre outros. Tudo muito simples. Ah!.. A base de dados é em MySql e é 100% PHP.
Após instalado é hora de garimpar.
Componentes
Na estrutura de arquivos do CMS, destacam se alguns mais importantes. Por exemplo a pasta Components que armazena todos os componentes da parte administrativa, que nada mais é do que funções ou pequenos aplicativos que interage com o conteúdo propriamente dito. Por exemplo um banner rotatório ou um gerenciador de SiteMap são alguns exemplos. Por padrão o Joomla 1.5 vem com alguns componentes básico já instalados, como o Pools (enquentes), RSS (feeds) e outros.
Módulos
Na pasta Modules estão todos os módulos disponiveis para utilizar nos sites. Módulos são extensões de conteúdo que podem receber parâmetros, de modo a dinamizar partes do site. Geralmente os módulos são exibidos em regiões distintas no site. Alguns exemplos são Menus, Lista de Notícias, etc. Cada módulo tem o seu diretório onde são guardados os arquivos de configuração, as funções de cada um (interações com o banco por exemplo), e um arquivo xml que descreve os campos de configuração que são exibidos na parte administrativa do Joomla, tudo no modelo Model Viwer Controler – MVC. Alguns módulos interagem diretamente com componentes. Também é possível criar seus próprios módulos, definindo a parte do conteúdo que será atualizada dinamicamente pelo do CMS, desde que obedeça a estrutura padrã dos arquivos. Por padrão o Joomla já vem com muitos módulos nativos como o Menu, um dos principais.
Templates
Os Templates são modelos de estruturas de páginas onde o conteúdo é exibido. São nos arquivos de templates que se define a organização de todo o conteúdo armazenado em banco. Um recurso muito interessante sobre os templates é que é possível criar vários templates para um mesmo site. E não precisa estar no formato blog. Eles são bastante flexíveis quanto à estilização e diagramação, bastando empregar cada módulo no seu lugar. É como se em cada região da minha página houvesse um include para determinado módulo. O detalhe está na parte administrativa. A associação de cada parte do site a um determinado template é feita manualmente. Para o Joomla, o conteúdo é somente um conteúdo e será mostrado independente do template. Cabe ao administrador do site associar ‘quem’ vai aparecer ‘onde’. Também por padrão o Joomla já vem com um template. O da abelhinha ‘Beez‘ (hehehe).
O Joomla, desde o lançamento da primeira versão (Joomla 1.0), vem consquistanto adeptos e hoje a comunidade está bem madura. Já se encontra muito material disponível pela internet. Downloads de componentes, módulos e templates pode ser feitos na comunidade oficial do Joomla. Até o pessoal do governo está utilizando. Acessem o site do Prouni e do Fies, e dêem uma olhadinha no rodapé da página. A propósito, este aqui também é Joomla de cima a baixo. Abraçossss!
Novo Portal FASA no ar! 12 - Janeiro - 2009
Posted by leomateus in Portifolio.add a comment
Bem pessoal, pra começar 2009 inovando, nas últimas semanas foi ao ar o novo Portal das Faculdades Santo Agostinho de Montes Claros. Novo layout, novos recursos de comunicação e novas tecnologias de administração. Totalmente construído sob a plataforma Joomla 1.5, o portal ficou mais enxuto e mais simples, valorizando a usabilidade e a navegabilidade dos usuários.
A página inicial foi enxugada e compactada valorizando a simplicidade e navegabilidade. A idéia é otimizar o tempo de leitura da página, permitindo ao usuário assimilar todas as opções existentes no Portal. Partes do site como eventos e financiamentos foram embutidos no interior do Portal de maneira mais detalhada. O ‘Grande Banner’ na porta principal serve de recepção para os usuários, evidenciando a Qualidade do Ensino Superior apresentado pela instituição.