Não perca dinheiro, contrate um profissional! 18 - setembro - 2009
Posted by leomateus in Portifolio, Usabilidade, tecnologia.add a comment

Não há nada melhor quando você acessa um site e encontra uma interface limpa e clara para poder navegar, encontrando todas as opções que precisa rapidamente, certo? E se o aspecto visual do layout for bastante agradável dá até água na boca, não é mesmo? No entanto nenhum usuário pára pra pensar nisso. Na verdade essa noção de simplicidade já é uma propriedade do ser humano, já vem ‘de fábrica’. O que é simples é fácil, e pronto.
Analisando o outro lado da situação, o lado profissional, é comum achar que ‘O que é mais complexo tem mais valor‘. É comum cobrar mais caro à medida que a complexidade do projeto aumenta. Bem, em várias outras áreas isso acontece, de fato. Só que em se tratando de Interfaces Web , este pensamento é tão obsoleto que chega a ser contrário ao princípio de Usabilidade. O mais caro deverá ser aquele que traga mais facilidade e mais simplicidade ao projeto. Essa é a idéia.
Voltando à posição do usuário, o que torna sua experiência mais agradável em Interfaces Web é o grau de simplicidade que é obtido ao realizar uma tarefa específica em um site. Imagina-se que todo usuário tem um objetivo específico quando acessa um site qualquer, e que cada pessoa têm um reservatório de ‘paciência’. À medida em que esta pessoa navega pelo site, este reservatório tende a se esvaziar. Muitas vezes o usuário já chega com este reservatório quase se esgotando, o que deixa a situação um pouco mais crítica. Então entra em ação o conhecimento do Designer de Experiência (User eXperience Designer – UX). Se este profissional NÃO trabalhar corretamente, ele vai contribuir para a insatisfação do usuário, que por consequência vai abandonar o site e procurar outro melhor. Em resumo é isto que acontece quando o usuário se irrita em uma navegação. Pouquíssimas vezes ele se vê obrigado a voltar. Por outro lado, se o site for um e-commerce, este profissional terá grande participação nos lucros da empresa. A figura do UX Designer muitas vezes é o diferencial em sites, seja de e-commerce, de informação., ou qualquer um outro que considere o usuário. Todos os projetos têm objetivos específicos e cabe ao profissional fazer com que os usuários atinjam estes objetivos facilmente ao acessá-los.
Diferentemente do mundo real, onde a distância física tem um peso considerável, na internet o que separa duas empresas concorrentes é apenas um click. Se você, como usuário, estiver insatisfeito, não pense duas vezes: Clique! E se você não estiver satisfeito com os cliques dos seus usuários, contrate um profissional! Abraços…
Conheça o curso de Designer de Interfaces da PUC-BH. (Se tudo der certo, ano que vêm estarei lá!)
O poder da Negociação no combate à Escravidão Moderna 28 - julho - 2009
Posted by leomateus in Empresas.1 comment so far
Olá pessoal! Este post trata de um assunto comum em qualquer empresa. Você já parou pra pensar se a sua empresa se preocupa com você? Com o seu bem-estar? Ou ainda se ela reconhece o seu esforço em adquirir resultados para os seus diretores, sócios ou acionistas? Pois se você, neste intervalo curto de 3 perguntas, não conseguiu pensar em nenhum SIM, você não é o único. Na verdade você faz parte da grande maioria das pessoas que se sentem desta maneira, esquecidos, explorados.
Não é estranho pensar que, em tempos de evolução de pessoas e de tecnologias, o período de escravidão ainda persista nas empresas. O que muda é somente a forma de escravizar. As pessoas hoje buscam melhores condições de vida, um bem-estar social, estabilidades financeiras e para isso, elas investem na própria empresa na expectativa de obter um retorno mais rápido dos seus objetivos, às vezes até se distanciando da própria família. O problema é que as empresas não estão sabendo aproveitar esta gana, vontade de ajudar, de colaborar, do benefício mútuo. Ao invés disso, elas preferem comercializar estes interesses, como forma de adquirir vantagens, em prol de seus interesses.
Nenhuma empresa se preocupará com seus colaboradores senão houver nenhum retorno financeiro ou algo que seja de interesse dela.
Diante deste panorama, é possível traçar uma linha de comportamento. Atualmente, o que se vê nas empresas é aquela velha história: “É assim que é, eu mando e você obedece. Se não concordar, pode sair porquê existe uma fila atrás de você..”. O colaborador (também conhecido erroneamente como funcionário ou empregado) se vê acuado, e desarmado, restando apenas permanecer onde está, e pior, do jeito que está. Neste momento as expectativas do colaborador se reduzem a aproximadamente 0%, e então ele começa a procurar silenciosamente uma outra oportunidade, que seja melhor que atual. O que ele não sabe é que, seja pra onde ele for, será da mesma maneira. Eu estou falando de uma pandemia comportamental por parte de todas as empresas capitalistas que operam neste novo modelo de mercado. Nenhuma empresa se preocupará com seus colaboradores senão houver nenhum retorno financeiro ou algo que seja de interesse dela.
Portanto pensar em mudar este cenário, querendo ou não, é a única forma de evoluir. Não se pode ter evolução em uma equipe quando existe um ‘Senhor’ ditando ordens e regras, ao passo que os colaboradores, reféns de si mesmos, acatam simplesmente, sem esperar nenhum benefício que o incentive a fazer mais do que lhe foi ordenado. As empresas às vezes esquecem que os colaboradores podem fazer muito mais do que o esperado, e que podem superar expectativas facilmente, mas não o fará apenas para agradar o chefe. Taí o ponto-chave desta discussão!! Definir valores, as chamadas Moedas de Troca, na qual o cenário se convergiria para este exemplo: “Olha, eu posso fazer este serviço desta maneira como me pede, mas poderia fazer muito melhor. Só queria que me liberasse mais cedo na sexta..”. Se você prestar bastante atenção, poderá responder à pergunta: Neste caso, quem sairá perdendo? E a resposta é que não existe perdedor nesta história. Ambos ganham vantagens que incentivam em ir adiante.
As empresas às vezes esquecem que os colaboradores podem fazer muito mais do que o esperado, e que podem superar expectativas facilmente, mas não o fará apenas para agradar o chefe.
As vezes a moeda de troca parece ser tão insignificante para a empresa, mas para o colaborador representa um valor de grande importância, proporcionando satisfação do trabalho em equipe. Dentre algumas moedas de troca de interesse da empresa, citam-se Prazos, Retornos sobre Investimento, Qualidade, Custo-Benefício, entre outros. Já para o colaborador, vale uma Promoção, Treinamentos, Prêmios, e mesmo que não pareça, mas uma folga na semana ou até mesmo a dispensa de uniforme em finais de semana já tem grande força de incentivo.
Mas também é preciso ter cautela e não deixar que os valores sobreponham as obrigações. Então a negociação se faz necessária neste momento, onde a discussão se trata de interesses coletivos e particulares. A negociação tem o poder de ajustar os perfis dos negociadores, estabelecendo claramente os interesses das duas partes. E é sempre bom lembrar que o objetivo da negociação é chegar a um consenso, onde ambas as partes saiam satisfeitas com o acordo. “Negociar não é guerrear. Nem sempre, no entanto, as negociações são simples e têm desfechos rápidos. Muitas são complexas, arriscadas, nervosas e exigem muito mais que habilidades medianas. A negociação efetiva, na minha opinião, é: 10% técnica e 90% atitude”, diz G. Richard Shell, diretor de negociação executiva autor do livro Negociar É Preciso (Negócio Editora).
É sempre bom lembrar que o objetivo da negociação é chegar a um consenso, onde ambas as partes saiam satisfeitas com o acordo. Negociar não é guerrear.
Concluindo o pensamento, acredito que esta é umas das soluções para o problema da ditadura empresarial, seja de funcionário para setor, de setor para diretor, ou mesmo de diretor para sócios e acionistas. A negociação é livre e basta atitude. Então convido vocês a pensar nesta idéia, e enxergá-la como um recurso de incentivo pessoal e profissional. E se quiserem deixar uma mensagem de apoio ou de protesto (rsrs), sintam-se à vontade! Grande Abraço!!!
Estamos nas Nuvens? 16 - junho - 2009
Posted by leomateus in tecnologia.add a comment

Já há algum tempo esse jargão apareceu roubando a cena da internet atual. “Computação nas nuvens, tudo nas nuvens, esse é o futuro!”. Ahãm. Mas e aí, o que significa mesmo este termo “nuvens”?
Bem, na verdade, atualmente o termo é empregado em menos de 10% do seu verdadeiro potencial. Dizer que algo está “nas nuvens” significa dizer que o acesso à esta informação estará acessível todo tempo na internet. Aí você me pergunta: Mas isso a internet já não faz? E eu digo sim, mas vai muito mais além de informações como documentos, fotos e vídeos. Na verdade envolve recursos físicos tais como armazenamento, processamento, e o compartilhamento destes recursos. Além disso, há também o compartilhamento de recursos de softwares, desde os mais específicos do tipo players de musicas/vídeos, processadores de textos e planilhas até outras mais robustas como por exemplo um banco de dados e porque não, um sistema operacional.
Devido ao termo “nuvens” ter sido recentemente divulgado, há muitos boatos de sistemas em nuvens, mas que não passa um simples softwares para web camuflado, como é o caso deste sistema operacional. Na verdade poderia ser classificado como qualquer outro tipo de software para web, menos sistema operacional. Pra começar, você precisa ter um verdadeiro sistema operacional para poder acessá-lo. Além disso, não há interfaceamento com recursos físicos do pc, e isso é a essência de um Sistema Operacional. Mas reconheço o design e o trabalho do pessoal que o desenvolveu, que por sinal foi muito bom.
Agora viaje comigo: em um futuro breve, onde nossos computadores fossem apenas um LCD, teclado, mouse ou touch e apenas uma caixinha preta contendo um processador de celular e um cartão de memória, sendo necessário o bastante para você poder acessar todos os seus documentos e renderizar seus vídeos preferidos, além de estar em contato com todos os seus amigos de maneira quase instantânea, isto tudo depois de ter feito um boot do sistema operacional pela internet… Se pensarmos mais um pouco chegaríamos mais longe, sem dúvida.
Daqui há um tempo a Internet não terá mais esse nome. Já existe um nome para a Internet do futuro: The Grid, idealizado pelo CERN (European Organization for Nuclear Research), o mesmo criador da Internet. Será um único Cluster que se encarregará de todo o processamento e armazenamento distribuído. Isto iniciará uma nova era no mundo da tecnologia, a colaboratividade das máquinas, uma ajudando a outra a desempenhar uma tarefa. Isso sem tocar na área da Inteligência Artificial, que certamente estará bastante desenvolvida neste tempo.
Seja mais uma Buzzworld ou seja mesmo verdade, a computação em nuvens é uma tendência que tem a proposta de elevar todo ‘pensamento’ ao ar, literalmente, além de abrir possibilidades a diversos ramos da tecnologia. Haverá uma convergência entre o modelo antigo (desktop – hard & soft) para o modelo novo, e isso ainda demorará um pouco para acontecer. Mas vai acontecer e isso é certo.
De tempos em tempos a tecnologia vem se reinventando, evoluindo em cima das próprias tecnologias tornando um círculo vicioso não repetitivo, sempre inovando em algum aspecto. E então muitos se perguntam: Onde isso tudo vai parar? Pois bem, eu tenho uma resposta para esta pergunta: Simplesmente não vai parar… Abraço a todos!!
Veja o vídeo The Grid, Next Internet Generation do CERN:
Não se pode ignorar os usuários de IE 6, e ponto final! 1 - abril - 2009
Posted by leomateus in Browers, Padrões Web.7 comments

Olá pessoal, tudo massa?!
Então.., não aguentei ficar calado e resolvi postar a minha opinião sobre um assunto bastante polêmico no mundo do desenvolvimento web: o IE6 e suas peculiaridades. Este navegador foi utilizado por um longo tempo, na era da bolha, por muitos usuários Windows. O fato é que os padrões Web ainda estavam sendo projetados e desenhados pelo WASP e pela W3C quando este browser estava sendo desenvolvido. Portanto o IE6 tem suas particularidades no que se diz respeito aos padrões Web. E isso causa bastante revolta nos desenvolvedores, que passaram a adotar os padrões Web como metodologia universal (o que é correto). Depois vieram o Firefox, O IE7, depois o IE8, e assim por diante. Estes últimos já passaram a incorporar os padrões Web e não tiveram tantos problemas quanto o IE6.
Só que, por volta de 2003, houve um pessoal que juntou-se ao movimento W3C e passou a apoiar a acessibilidade dos usuários indiferentemente de suas deficiências e tecnologias. O pessoal do Tableless fizeram uma divulgação excelente dos padrões. Na época, eles foram o meu referencial no que dizia respeito à acessibilidade e WebStandards. Mas no início deste ano, eles contrariaram seus próprios princípios e decidiram abandonar o suporte ao IE6. Nesta mesma época surgiram campanhas para abolirem de vez com este navegador. Realmente, na minha opinião, este navegador traz grandes dores de cabeça para quem desenvolve nos padrões devido ao fato de terem que implementar ‘exceções’ para que o site funcione ou não distorça. E até concordo com estas campanhas, pois não fazem mal, e tem por objetivo evoluir as tecnologias. Mas acho também que ignorá-los completamente repassa uma certa ignorância profissional.
Vejam o meu caso. E ele é bastante exemplar para a questão aqui tratada. No início desta semana precisei conferir os acessos no Analytics deste site (www.santoagostinho.edu.br) que administro e verifiquei a seguinte situação:
- 88,16% dos acessos veem do IE
- 10,17% dos acessos veem do Firefox
- 2% dos acessos veem do Chrome
- Em seguida vem Opera, Safari e outros
Dos acessos do IE, 68% são do IE 6. Sessenta e oito por cento! Sobraram aproximadamente vinte e poucos por cento para o IE7 e um restinho para o IE8.
Vejam só. No meu caso eu não posso NUNCA (eu disse NUNCA!) ignorar estes usuários. São quase todos!! (desculpe o exagero, rs), mas são a grande grande maioria mesmo. Uma campanha anti IE6 é muita bem vinda pra mudar este cenário. Mas cá pra nós, não ia adiantar muito, pois se houvesse 1 único usuário acessando com IE6 eu deveria considerá-lo.
Eu penso da seguinte maneira, não se pode ignorar estes usuários. Muitos deles não fazem a mínima idéia do estamos discutindo aqui neste post. Se querem saber a verdade, eu já ouvi de um usuário leigo a seguinte frase: “Ah não!! Deixa a ‘internet normal‘ mesmo. O amarelinho é muito difícil!”. Ele se referia ao ícone do IE6 na área de trabalho quando eu substituí pelo do Firefox. O engraçado é que ele disse este termo ‘internet normal’. Vocês sabem o que isto quer dizer? Que o povão aprendeu que o ícone do IE6 significa simplesmente INTERNET. Não fazem a mínima idéia do que quer dizer a palavra Navegador, Browser e muito menos Padrões Web.
Então é isso pessoal. Sou a favor da revolucao (ala Revolucao.etc), e dou um conselho pro pessoal do Tableless para que eles continuem postando artigos legais como os últimos sobre Seletores, mas que eles deixem claro que alguns não funcionem no IE6, ou que funcinem. É para não causar frustrações para os leitores, como vêm acontecendo. Não me levem a mal pela opinião, mas gosto muito do pessoal. Valeu Diego!!
Um pouco de atenção para mim, por favor! 30 - janeiro - 2009
Posted by leomateus in Usabilidade.2 comments

Este é mais um daqueles posts que eu mais gosto de escrever, críticos. E mais uma vez toca no Usuário como centro das atenções. Já me disseram uma vez que mulheres consideram a ‘Atenção’ como requisito primordial e essencial para um relacionamento. Na verdade o que ela quer mesmo é se sentir existente, presente, participante e até mesmo atuante. Pois bem, na minha modesta opinião não são só as mulheres que pensam assim. Isso é coisa do ser Humano. Todos pensam assim.
E não é diferente com os usuário que acessam os nossos Sites, os nossos Sistemas ou Portais. Apesar de todos receberem o mesmo tratamento, seja de recepção ou de agradecimento, o sentimento singular deve prevalecer. É quase como enviar uma mala-direta para um cliente em época de final de ano e no cabeçalho escrever “Desejo a vocês um feliz Natal…blá…blá ..”. Vocês?? Mas a carta não é para somente uma pessoa? Pois acreditem, eu já vi isso acontecer. E o pior, depois que fiz esta observação, o responsável disse: “Ah, é só uma carta, o principal é o conteúdo.” Até concordei com ele, mas alertei: o conteúdo foi mas o sentimento não. E isso fez muita diferença.
De fato o usuário precisa sentir que ele está recebendo atenção, mesmo que seja de um sistema. E aí que nós Analistas, Designers e Programadores precisamos valorizar os inputs e mensagens de alertas. A interação deve seguir o princípios básicos de respeito e gratidão para com o usuário. Nada de mensagens automáticas do tipo “Valor não permitido!” ou até mesmo esta “Registro deletado com sucesso!” (sinceramente, essa é a pior!). Personalize-as. Você pode, por que não fazer?!
Outro ponto-chave é a segurança. Não adiante dar atenção se não der segurança. Como eu já disse em outro post, os usuários têem medo de clicar por não saber pra onde o site vai mandá-lo. Se o motivo é este (não saber pra onde irá), avise-o antes. Use a tag <title> ou mesmo um fly-div e use uma mensagem simples do tipo “Após clicar, você pode voltar a qualquer momento para corrigir os seus dados.“, já que no botão só há “Confirmar Inscrição“. Simples né?
Assim como uma pessoa precisa comer, computadores precisam de dados. E por que não cuidar bem dos nossos inputs e alerts. Quando o sistema apresenta sinais de inteligência durante a interação com o usuário, ele se sente mais à vontade pra interagir confiando no próprio sistema todas as vezes em que for usar. O resto fica por conta da usabilidade. Um bom layout juntamente com o bom funcionamento do sistema garante o seu sucesso. Daí sim dá pra se ter um retorno sobre a qualidade do seu produto.
A propósito, sobre a mala-direta, no ano seguinte alguns clientes retornaram ao escritório para agradecer, pois eles tinham recebido uma carta personalizada de Feliz Natal e Ano Novo. Um pouco de atenção por favor, o usuário agradece. :D
